Por mais ensolarado que esteja o dia, as estrelas permanecem lá. Não são visíveis, mas é consabido que estão lá. E também é indiscutível que são contadas aos milhões, cada uma talvez com sua particularidade, seu encanto, sua razão de ser.
De repente, alguém diz que não: elas não estão lá, mas sim a luz delas. Situam-se em locais tão distantes, que sua luminescência viaja anos-luz, por séculos a fio, até se tornar presente. Aliás, inúmeras estrelas podem já ter deixado de existir há muito tempo, e só o que permanece lá em cima é o resto de luz que ainda viaja pelo céu.
De fato, há um excesso de estrelas na cotidiana visão de mundo. E o excesso de estrelas, assim como o excesso de sonhos, muitas vezes dificulta o desenvolvimento da Elite de Marte. É comum que esses pontos de brilho encubado se mantenham inalcançáveis e enigmáticos, num misto de imagem e luz que aguarda ansiosamente para fazer sentido. Este é o contínuo cenário... até que sobrevenha a sábia decisão de empregar todas as forças e canalizar toda a energia da existência para a estrela escolhida. É quando a inexatidão se faz exata. Conforme escreveu Nietzsche, "é preciso ter o caos cá dentro para gerar uma estrela".
Não é possível olhar, procurar, contar cada uma delas, mas com certeza seu direito de brilhar sempre estará garantido pela escuridão azul do céu. Um papel em branco, um quadro em branco, silêncio pedindo som e nós.. usamos do nosso poder singelo de enviar luzes de ideias a quem as procura e a quem enfim possa olhar na nossa direção.
ResponderExcluirLindo texto!