O grande empecilho que a comunidade científica sempre teve para admitir a existência de vida fora da Terra se deve à dificuldade de encontrar água em algum lugar do espaço. Afinal, nenhum organismo vivo concebível sobreviveria sem água.
Atualmente, já foram identificados focos de gelo em alguns lugares, fato que traz expectativa de vida no espaço. Todavia, soa estranho crer que as formas de vida conhecidas na Terra (que dependem de água) sejam as únicas possíveis. Será que não haveria um organismo diferente, em algum cantinho desse pequeno local chamado universo? Caso positivo, significa que a comunidade científica está procurando água, mas ignorando muita vida por aí.
A Elite de Marte também precisa repensar sobre as possibilidades de uma nova vida - e sobre as condições da sua. É necessário abandonar preconceitos: que não se descarte qualquer lugar ou situação, pois aonde quer que se vá, sempre há uma chance. Ainda, é fundamental refletir constantemente: que não se confunda o que é importante com o que é essencial, pois a vida é uma força quase invencível. Talvez, ao final dessa investigação se encontre uma nova vida; ou talvez, apenas floresça o amor.
18 de dez. de 2011
9 de dez. de 2011
EXCESSO DE ESTRELAS
Por mais ensolarado que esteja o dia, as estrelas permanecem lá. Não são visíveis, mas é consabido que estão lá. E também é indiscutível que são contadas aos milhões, cada uma talvez com sua particularidade, seu encanto, sua razão de ser.
De repente, alguém diz que não: elas não estão lá, mas sim a luz delas. Situam-se em locais tão distantes, que sua luminescência viaja anos-luz, por séculos a fio, até se tornar presente. Aliás, inúmeras estrelas podem já ter deixado de existir há muito tempo, e só o que permanece lá em cima é o resto de luz que ainda viaja pelo céu.
De fato, há um excesso de estrelas na cotidiana visão de mundo. E o excesso de estrelas, assim como o excesso de sonhos, muitas vezes dificulta o desenvolvimento da Elite de Marte. É comum que esses pontos de brilho encubado se mantenham inalcançáveis e enigmáticos, num misto de imagem e luz que aguarda ansiosamente para fazer sentido. Este é o contínuo cenário... até que sobrevenha a sábia decisão de empregar todas as forças e canalizar toda a energia da existência para a estrela escolhida. É quando a inexatidão se faz exata. Conforme escreveu Nietzsche, "é preciso ter o caos cá dentro para gerar uma estrela".
De repente, alguém diz que não: elas não estão lá, mas sim a luz delas. Situam-se em locais tão distantes, que sua luminescência viaja anos-luz, por séculos a fio, até se tornar presente. Aliás, inúmeras estrelas podem já ter deixado de existir há muito tempo, e só o que permanece lá em cima é o resto de luz que ainda viaja pelo céu.
De fato, há um excesso de estrelas na cotidiana visão de mundo. E o excesso de estrelas, assim como o excesso de sonhos, muitas vezes dificulta o desenvolvimento da Elite de Marte. É comum que esses pontos de brilho encubado se mantenham inalcançáveis e enigmáticos, num misto de imagem e luz que aguarda ansiosamente para fazer sentido. Este é o contínuo cenário... até que sobrevenha a sábia decisão de empregar todas as forças e canalizar toda a energia da existência para a estrela escolhida. É quando a inexatidão se faz exata. Conforme escreveu Nietzsche, "é preciso ter o caos cá dentro para gerar uma estrela".
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