Eis o homem.
Com vã pretensão, a Elite de Marte viaja à velocidade da luz. Para onde? Não buscamos simplesmente um lugar, uma pessoa, um tempo. Buscamos um estado - ou status. Por isso transformar-se, testar, refletir, aprender - agir.
Nessa jornada só há uma certeza: o crepúsculo - aquele estado de baixa iluminação natural, também conhecido como alvorada (sol nascente) ou ocaso (sol poente). É o famoso "lusco-fusco" que dificulta a visão.
O crepúsculo da Elite de Marte se traduz na cegueira para o momento: a incapacidade de contemplar o atual estado das coisas - o status quo. Geralmente, nos preocupa mais o status buscado do que o status atingido. Também, pudera... No louco devir do tempo o presente é uma incógnita: é tão infinitesimal que mal existe.
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